quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Silêncio

Elane Tomich

Num ponto mínimo
da linha do horizonte,
retalho de tempo
fração de vírgula
lágrima, onda ínfima,
ali, a sombra imola o sol.
É mister calar o vento
mensageiro das fontes
de segredos do atol
dos degredos, dos medos
das musas , das cruzes
da infértil víbora
a que devora luzes...

...até o renascimento
da expansão dos tempos
hora de ângelus.

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